Diamantina celebra o Dia Nacional de Combate ao Abuso e Exploração Sexual de Criança e Adolescente

No dia 18 de maio, data em que se comemora o Dia Nacional de Combate ao Abuso e Exploração Sexual de Criança e Adolescente, o Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente de Diamantina (CMDCA) com o apoio da Secretaria Municipal de Defesa Social realizará diversas atividades sobre o tema.

Com o slogan “Faça Bonito – Proteja nossas crianças e adolescente”, as celebrações que acontecem em todo país, chamam a sociedade para assumir a responsabilidade de prevenir e enfrentar o problema da violência sexual praticada contra crianças e adolescentes no Brasil.

Em Diamantina, a programação iniciou, ontem (13/05) com exibição no programa Painel Livre da TV Vale, da entrevista com a médica pediatra, especialista em saúde mental comunitária e professora do curso de medicina da UFVJM Nádia Verônica Halboth e com a delegada de polícia da mulher, criança e adolescente Kíria Silva Orlandi. No dia 18, a partir das 07h30 terá caminhada pelo bairro da Palha, envolvendo às escolas Municipais, Estaduais e a população, saindo da praça da Consolação, na sequencia será realizada Blitz Educativa em vários pontos da cidade com distribuição de materiais, e, por fim, fechando o dia, às 18h, terá uma Audiência Pública na Câmara Municipal, abordando o tema com enfoque nos problemas locais.

Histórico

A data instituída pela Lei 9.970 de 2000, faz referência ao crime bárbaro que ocorreu no dia 18 de maio de 1973, contra Araceli Cabrera Sanches, que com oito anos de idade, foi sequestrada, drogada, espancada, estuprada e morta por membros de uma família tradicional capixaba.

O caso foi tomando espaço na mídia. Mesmo com o trágico aparecimento de seu corpo, desfigurado por ácido, em uma movimentada rua da cidade de Vitória (ES), poucos foram capazes de denunciar o acontecido. O silêncio da sociedade capixaba acabaria por decretar a impunidade dos criminosos.

Apesar da cobertura da mídia e do especial empenho de alguns jornalistas, o caso ficou impune. Araceli só foi sepultada três anos depois. Sua morte ainda causa indignação e revolta.