Prefeitura Municipal de Diamantina e parceiros avaliam o Carnaval 2017.

Nesta quinta-feira, dia 16 de março, a Prefeitura Municipal de Diamantina, através da Secretaria Municipal de Cultura, Turismo e Patrimônio, realizou a 2ª etapa do Seminário de Avaliação do Carnaval, cujo público alvo foi os atores externos do evento. Este encontro objetiva dar continuidade e complementar a avaliação ocorrida no dia 13 de março, especificamente com o público interno, ou seja, com os servidores municipais envolvidos na preparação e na efetivação do carnaval.

Participaram desta 2ª etapa: Polícia Militar, Corpo de Bombeiros, Polícia Civil, Equipe de Seguranças e Brigadistas, empresa Pulsar (representante da Ambev, patrocinadora do carnaval 2017), ACID – Associação Comercial e Industrial de Diamantina, Administração Fazendária. Do público interno estavam presentes secretarias, a Guarda Municipal e os vários setores mobilizados para a realização do carnaval.

O prefeito municipal de Diamantina, Juscelino Brasiliano Roque iniciou a reunião agradecendo aos parceiros/atores que acreditaram no novo formato de carnaval, um modelo de inclusão, no qual houve espaço para pessoas de todas as idades e classes sociais que contou, inclusive, com a participação de moradores e bandas do entorno. Destaca que se deu início à regulamentação do carnaval e que esse modelo permanecerá, sendo que as sugestões de aperfeiçoamento são bem vindas. Reafirma que todas as bandas foram convidadas a tocar, e que Bartucada e Batcaverna decidiram não participar. Para ele, estas bandas fazem parte da tradição cultural do carnaval de Diamantina e vão continuar fazendo, desde que se adequem ao novo modelo que, conforme foi definido em 2017, tem horário de início e término e assim será até o carnaval de 2020. Ressaltou ainda que, para 2018, o carnaval acontecerá, nada impede de haver bandas diferentes, além de manter as de Diamantina: Bartucada, Batcaverna, UH!Bloco, Saideira, Sambeco, Becudus do Motta e as outras tantas que se apresentaram, desde que haja o apoio da iniciativa privada. Disse que está em estudo a fundação de uma associação de blocos para que o circuito dos blocos, dentro do perfil traçado, seja ainda mais organizado. “Queremos um carnaval melhor para 2018 e temos tempo para isso”, conclui.

Todas as entidades apresentaram suas considerações, de modo geral, mostraram relatórios contendo os dados relativos ao carnaval, aumentando o saldo positivo do evento.

As apresentações começaram pelo Corpo de Bombeiros que, durante o carnaval, atuou em 28 municípios, sem notificação de ocorrência de acidente ou de afogamento. Em relação à Diamantina, especificamente, chamou atenção quanto à entrega tardia do projeto, a má conservação das estradas de acesso às cachoeiras e os obstáculos existentes na Praça Niemeyer, o que disse ter sido compreensível devido ao pouco tempo para se organizar o carnaval, mas que pode ser melhorado para o próximo ano. Elogiou a facilidade para deslocamento ao atendimento de ocorrência no centro histórico, o trabalho de prevenção junto às repúblicas em parceria com o setor de fiscalização da prefeitura e demonstrou apoio ao novo formato do carnaval.

Para a Polícia Militar de Minas Gerais, o evento com este novo modelo trouxe vários pontos positivos: ação integrada dos diversos órgãos públicos, atuação destacada do Ministério Público, desconcentração dos foliões, obediência à programação oficial, acatamento de orientação no quesito segurança pública, antecipação aos problemas e ressalta o empenho e profissionalismo da tropa. Apresentaram dados comparativos dos carnavais de 2008 a 2016. Até 2008, o índice de crimes violentos era de 25,6%, de 2008 a 2016 caiu para 6,37%. Comparando os últimos dois anos, as ocorrências caíram de 317 em 2016 para 215 em 2017, ocorrendo este ano, apenas 3 crimes considerados violentos. Como sugestão para 2017, solicitou também a colocação de portais na Praça Niemeyer, como havia no centro histórico.

ACID – Associação Comercial e Industrial de Diamantina, destaca que o carnaval foi remodelado em 2001, mas nos últimos anos, o evento estagnou e não se adequou às mudanças e, como uma empresa, se não se adequar, a tendência é fechar as portas e assim foi acontecendo com o carnaval de 2012 para cá. Ressalta que, este ano, não se pode cobrar, criticar uma gestão que teve vinte dias pra fazer o carnaval, mas destaca a importância da avaliação, porque é preciso debater mais o tema. “Não estou aqui para criticar, mas para trabalharmos juntos para fazer um carnaval onde o setor privado abrace a causa. A preocupação para 2018 é fazer com que o setor privado possa faturar no carnaval”, diz o presidente da ACID, Flávio.

A Guarda Municipal esclarece que atuou com 50 guardas, no caráter preventivo pré-carnaval, juntamente com o setor de fiscalização da prefeitura e, durante o evento, no trânsito. Apoia a continuação do modelo por considerar a distribuição do público em vários espaços positiva e acredita que os pontos levantados na avaliação sejam analisados e melhorados.

A Polícia Civil enfatizou que em 2017 manteve o mesmo efetivo empenhado nos anos anteriores. Atenderam ao todo 12 ocorrências. A instituição trouxe apoio ao modelo de carnaval e também destacou a iniciativa de formação de grupo de trabalho no whatsapp durante o evento, o que facilitou a tomada de decisões de maneira mais rápida e eficiente.

A Ymbalo, empresa responsável pelos seguranças e brigadistas, empenhou para o carnaval 87 bombeiros civis. Atenderam ao todo 9 ocorrências. Destaca a eficiência dos portais da área prioritária de segurança, parabeniza e acredita que o modelo adotado em 2017 vai fluir e tende a se aperfeiçoar.

A Pulsar, empresa que representa a AMBEV, patrocinadora oficial do evento, apontou fatores que contribuem para o enfraquecimento do carnaval de Diamantina de 2012 para cá: formato cansado, crescimento do carnaval de rua de Belo Horizonte (que veio pra ficar), São Paulo e Rio de Janeiro. Ressalta que o modelo camarote, open bar e área vip não é uma crise local e sim nacional. Isto acabou e defende que todas as mudanças feitas no carnaval de Diamantina eram necessárias, devido ao fortalecimento do carnaval de rua em todo Brasil. Enfatiza que Diamantina tem na mão uma oportunidade de aperfeiçoar o modelo. “O certo é se preservar, conversar dentro de casa sobre o que deu certo e o que deu errado e, a partir da avaliação dos erros e acertos, construir o carnaval”, diz Eberty, representante da Pulsar. Sugere a continuidade do diálogo e a capacitação dos vários atores do carnaval, através de treinamentos para a compreensão do papel de cada um em relação ao carnaval de Diamantina. Destaca a força da marca Carnaval de Diamantina e que a cidade está entre os 10 destinos mais procurados no país durante a folia.

A Secretária Municipal de Desenvolvimento Social, Cacá demonstrou apoio ao novo formato e destacou a preocupação em se fazer um evento voltado para o social e não pensado simplesmente na possibilidade lucrativa e deixa uma reflexão: “Se ganha dinheiro em 5 dias e os outros 360 dias do ano? O poder público depois se vira com os problemas sociais?” Para Cacá é preciso aperfeiçoar o formato que já criou espaços para todas as idades e classes sociais, trazendo, inclusive, mais proteção e segurança para os grupos de maior vulnerabilidade, como as crianças e adolescentes, com a criação do Espaço Miguilim, na Praça de Esportes.

De acordo com a Secretaria Municipal de Cultura, Turismo e Patrimônio acontecerá ainda uma terceira etapa deste seminário que reunirá os representantes da parte artístico-cultural do carnaval, ou seja, bandas, músicos e blocos. Haverá ainda uma quarta etapa onde serão debatidos os relatórios e as considerações, será apresentada a avaliação feita com os diversos atores, a pesquisa de opinião realizada e a prestação de contas do carnaval 2017 e, a partir daí, dar ampla publicidade a todos os resultados alcançados.

A Secretária Municipal de Cultura, Turismo e Patrimônio, Márcia Betânia de Oliveira Horta disse que não dá pra fazer uma discussão reduzida, é preciso uma discussão qualificada e é o que está acontecendo através do seminário. Enfatiza a necessidade de, após a sistematização dos dados apresentados, efetivar a formação de Grupo de Trabalho e iniciar a construção coletiva do carnaval 2018. E encerrra: “A nossa potência e a nossa força são gigantes e isso nos capacita a construir juntos um grande carnaval para todos”.

WhatsApp Image 2017-03-17 at 15.21.26 (2)

WhatsApp Image 2017-03-17 at 15.21.26

WhatsApp Image 2017-03-17 at 15.21.27 (1)

WhatsApp Image 2017-03-17 at 15.21.27

WhatsApp Image 2017-03-17 at 15.21.51

WhatsApp Image 2017-03-17 at 15.21.25

ASCOM – Prefeitura Municipal de Diamantina / MG.